O glaucoma é uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo e, na maioria dos casos, evolui de forma silenciosa. Por isso, ampliar o conhecimento da população sobre a doença é fundamental para o diagnóstico precoce e o tratamento adequado.
“O glaucoma é caracterizado, principalmente, por danos progressivos ao nervo óptico, frequentemente associados ao aumento da pressão intraocular. Por ser uma condição crônica e, muitas vezes, sem sintomas nas fases iniciais, muitos pacientes só percebem alterações quando já há comprometimento significativo da visão”, explicou a Oftalmologista do Instituto de Olhos de Vila Velha (IOVV), Rachel Cortinhas Toríbio.
A Oftalmologista explica ainda que um dos principais impactos da doença está na redução do campo visual periférico. Na prática, isso significa que o paciente pode deixar de perceber objetos ao seu redor, como veículos, pedestres ou obstáculos laterais, situação que pode trazer riscos, inclusive em atividades do dia a dia, como dirigir. Além disso, dificuldades para enxergar à noite, sensibilidade à luz e sensação de ofuscamento também podem estar presentes em estágios mais avançados.
Outro ponto importante, segundo a Oftalmologista do IOVV, é o impacto do glaucoma na autonomia e na qualidade de vida. A perda visual progressiva pode interferir na mobilidade e aumentar o risco de acidentes, especialmente em ambientes com pouca iluminação ou desconhecidos. “Pequenos sinais, como esbarrões frequentes ou dificuldade de adaptação a mudanças de luz, merecem atenção e avaliação especializada”, completou Rachel Cortinhas Toríbio.
O tratamento do glaucoma tem como principal objetivo controlar a progressão da doença. Isso geralmente é feito por meio do uso contínuo de colírios, podendo, em alguns casos, envolver procedimentos a laser ou cirurgias. A adesão correta ao tratamento é essencial para preservar a visão ao longo do tempo.
Nesse contexto, o Oftalmologista do IOVV, Gustavo Federici Mendes, ressalta que o apoio da família também exerce papel fundamental. “A rotina de uso de medicações, o acompanhamento em consultas e a adaptação do ambiente doméstico, com melhor iluminação, retirada de obstáculos e sinalização de degraus, ão medidas que contribuem diretamente para a segurança e o bem-estar do paciente”, disse.
Mais do que tratar, é preciso prevenir. Consultas oftalmológicas regulares são a principal forma de identificar o glaucoma precocemente, especialmente em pessoas com fatores de risco, como histórico familiar da doença, idade avançada ou outras condições oculares.
O Instituto de Olhos de Vila Velha (IOVV) reforça a importância da informação como aliada no cuidado com a saúde ocular. Falar sobre glaucoma é ampliar as chances de diagnóstico precoce e, sobretudo, preservar a visão e a qualidade de vida da população.

