A catarata ainda é uma das principais causas de perda de visão no mundo, mas também é uma das condições oftalmológicas com maior taxa de resolução. Com os avanços da medicina, a cirurgia de catarata se consolidou como um procedimento altamente eficaz, seguro e capaz de devolver ao paciente algo essencial: a autonomia no dia a dia.

Em conversa com especialistas do Instituto de Olhos de Vila Velha (IOVV), a avaliação é direta: a cirurgia é, hoje, o único tratamento definitivo para a catarata e apresenta índices de sucesso bastante elevados. “Trata-se de um procedimento rápido, com técnica bem estabelecida e resultados muito previsíveis. A maioria dos pacientes apresenta melhora significativa da visão em pouco tempo”, explica um oftalmologista do IOVV, Gustavo Federici Mendes.

A catarata ocorre quando o cristalino, lente natural do olho, se torna opaco, prejudicando a passagem da luz e, consequentemente, a formação das imagens. O sintoma mais comum é a visão embaçada, muitas vezes acompanhada de sensibilidade à luz, dificuldade para enxergar à noite e alteração na percepção das cores.

A cirurgia consiste na remoção desse cristalino opacificado e na implantação de uma lente intraocular artificial. Atualmente, a técnica mais utilizada é a facoemulsificação, que utiliza ultrassom para fragmentar o cristalino, permitindo sua retirada por meio de uma microincisão. “Isso reduz o tempo cirúrgico, diminui o risco de complicações e proporciona uma recuperação mais rápida ao paciente”, destaca dr. Gustavo Federici Mendes.

Outro avanço importante está na evolução das lentes intraoculares. Hoje, além das lentes monofocais, que corrigem a visão para uma determinada distância, já existem opções multifocais e tóricas, que podem reduzir ou até eliminar a necessidade do uso de óculos em algumas situações. A escolha da lente, no entanto, é individualizada e depende de uma avaliação criteriosa do perfil de cada paciente.

Apesar de ser considerada segura, a cirurgia de catarata exige indicação adequada e acompanhamento médico. “O momento certo de operar não depende apenas do grau da catarata, mas do impacto que ela causa na qualidade de vida do paciente. Quando a visão começa a interferir nas atividades diárias, como dirigir, ler ou trabalhar, é hora de avaliar a intervenção”, orienta.

O pós-operatório, de modo geral, é tranquilo. O paciente costuma retornar para casa no mesmo dia, com orientações específicas sobre uso de colírios, proteção ocular e restrições temporárias. A recuperação visual pode variar, mas, em muitos casos, já é perceptível nos primeiros dias após o procedimento.

“Mais do que restaurar a visão, a cirurgia de catarata tem impacto direto na qualidade de vida, na independência e até na segurança dos pacientes, especialmente os mais idosos”, comentou o oftalmologista do IOVV.

No Instituto de Olhos de Vila Velha, o cuidado com o paciente vai desde o diagnóstico até o acompanhamento pós-cirúrgico, com tecnologia, equipe especializada e atenção individualizada.

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